Quase perdi a exposição que o Museu de Arte Brasileira (o famoso museu da FAAP) fez contando a vida da Grace Kelly.

Que coisa linda. De repente eu achava que estava dentro de um filme, depois eu achava que estava em um parque da Disney.

Porque ela mereceu uma exposição tão ryca? A guerreira trabalhou desde os 17 anos mesmo tendo nascido em berço de ouro. A vitoriosa se consagrou uma das maiores atrizes de todos os tempos, inclusive ganhou um Oscar. Aí então, como se tudo isso não fosse suficiente, Grace Kelly foi Princesa, daquelas com coroa e tudo. Princesa de Mônaco, caso ser princesa não baste para vocês.

Tirei uma tarde inteira para mergulhar na vida de uma mulher que eu desconhecia totalmente. Sorte a minha! Pensei que a exposição ia ser só um lookbook da mulher, mas eu estava bem enganada, gente. Para começar os arquivos continham fotos, recortes de jornal e outros souvenirs com os quais a atriz fazia scrapbooking quando criança. Grace Kelly resceu e virou uma mulher linda. Linda mesmo, impecável, perfeitinha. Durante toda a exposição esse fato chamou muito a atenção.

Bom, e lá estavam as primeiras fotos como modelo em Nova York e as cartas enviadas pela família, incluindo um bilhete dos pais desejando boa sorte na estreia de sua primeira peça de teatro. Esse bilhete especificamente me deu um puta nó na garganta. Mas eu fui forte e segui em frente.

Ela se deu bem no teatro, se destacou na tv e brilhou no cinema. Foram 11 filmes, 1 oscar, a aprovação da crítica, o carinho do púbico e, o que pode existir de mais precioso para um pessoa pública: o respeito da mídia. Grace Kelly estampou as capas da maiores revistas do mundo.

Depois de atuar em Dial M for Murder de Alfred Hitchcock, Grace virou musa e bff do diretor. Um espaço foi todo ambientado especialmente para homenagear essa amizade. E que amizade bonita. Segundo nó na garganta. Muitas cartas e fotos dos bastidores dos 3 filmes que fizeram juntos. Na parte externa desse setor os organizadores da exposição, impecáveis do início ao fim, criaram uma fachada de casa de tijolinhos. Na verdade, era um sobrado que tinha a silhueta do master of suspense na janela de cima, o que dava, sim, um certo medinho. Way to go, Hitch.

Uma parede inteira de cartazes de filmes depois, entrei no espaço do Oscar. Luxo, né. A estatueta estava lá imponente, quietinha, de braços cruzados, do lado esquerdo do telão com imagens da premiação. Do lado direito algumas fotos do evento, ao qual Grace Kelly foi acompanhada do cara que ela estava ficando, o estilista Oleg Cassini. além das fotos, um bilhete escrito à mão por Oleg: Io ti amo e ti voglio sposare. Nó na garganta number three.

Mas não adiantou o russo querer e minhas quase-lágrimas foram em vão. Não se sabe se Grace deu ouvidos à mãe, que ameaçou se matar se a filha não rompesse com Oleg, por ele ser divorciado. O que sim, se sabe, é que Grace foi arrasar no festival de cannes de 55 e acabou esbarrando com Renier, Príncipe de Mônaco, seu futuro marido e pai de seus três filhos fofos e avô de seus não sei quantos netos deslumbrantes.

Grace Kelly, fashion and lifestyle icon

Cenas do casório, réplica do vestido, bilhetes de Renier (nessa altura eu já estava desencanando de ler bilhetes por razões óbvias). Mais glamoroso que o casamento em si era o lifestyle da princesa. Ela abriu mão da carreira e se dedicou integralmente aos filhos e ao marido, uma escolha considerada normal e quase naturl na época. Uma pena, sabendo de todo o amor dela pelo teatro e pelo cinema, e do talento que tinha. Mas antigamente esse tipo de escolha era muito difícil pra uma mulher e a pressão da sociedade era enorme.

Ela fazia vídeos caseiros, organizou rolês animadíssimos com amigos célebres e anônimos nos jardins do palácio. As fotos dos 5 viajando de férias são sempre muito alegres e espontâneas, dava para ver a química que existia ali.

Os displays em forma de ovo que ficavam no chão e tinham interruptores para você acender a luz interna e ver as variações que a hermès fez da bolsa Kelly mereceram meu respeito. Na minha opinião, o grande destaque na seção fashion. Mas tava tudo lá, vestidos, chapéus, jóias, acessórios, croquis de grandes estilistas desenhados exclusivamente para a diva. Uma sala enorme guardava um sem fim de vestidos de festa, com pelo menos uma meia dúzia de diors e de saint laurents que pertenciam à Grce Kelly. Duas paredes imensas recheadas de capas de revista com a estrela real lá, sorrindo e sendo ela mesma.

Percebi que não se falaria sobre a morte trágica de grace. Uma pena. Deu a sensação de que ficou faltando alguma coisa.

Em vez disso, para fechar com chave de ouro, uma mesa de jantar digna de realeza. me aproximei e vi que os pratos embutiam pequenas telas com fotos e vídeos da Grace em eventos sociais, sempre causando, sempre impressionando, sempre sendo muito fina e elegante. Eu não sabia se me deslumbrava mais com aquela mulher fascinante ou com a organização daquela mostra incrível. Me apaixonei por Grace!

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bjo.

Lu

PS. Se você também é super fã do estilo ladylike de se vestir e se arrumar  da Grace Kelly, eu fiz um post bem completinho sobre o assunto aqui! ??

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