He for she

A luta por igualdade não termina nunca 🙂

Acabei de descobrir sobre o HE FOR SHE. O projeto convoca os homens do mundo a participarem ativamente do feminismo, pra que deixe de ser uma luta apenas das mulheres contra a discriminação e a violência de gêneros.




Tenhamos sempre em mente, como foi lembrado por Emma Watson (embaixadora da Boa Vontade da ONU e uma das cabeças do projeto):

“A definição de feminismo é: A crença de que homens e mulheres devem ter direitos iguais. É a teoria da igualdade política, econômica e social entre os sexos.”

Um dos focos do discurso da Emma (na íntegra aqui, em inglês) é o esclarecimento sobre essa definição. Feminismo não é ódio por homens. Nem a superioridade feminina sob os homens. Feminismo é igualdade.

Tradução para o português do discurso da Emma Watson na apresentação do projeto He for She:

Hoje nós estamos lançando uma campanha chamada HeForShe. Eu venho até vocês porque precisamos da sua ajuda. Nós precisamos acabar com a desigualdade de gênero, e para fazer isso, precisamos que todo mundo esteja envolvido. É a primeira campanha desse tipo na ONU. Nós queremos tentar mobilizar o tanto de homens e garotos que for possível, para serem advogados da mudança. E nós não queremos apenas conversar sobre isso. Queremos tentar e ter a certeza de que isso é possível.

Eu fui nomeada Embaixadora da Boa Vontade pela ONU Mulheres seis meses atrás. E, quanto mais eu falava sobre feminismo, mais eu percebia que lutar pelos direitos das mulheres frequentemente se tornava sinônimo de ódio aos homens. Se existe uma coisa que eu sei com certeza, é que isso tem que parar.

Para constar, feminismo se define pela crença de que homens e mulheres devem possuir direitos e oportunidades iguais. É a teoria da igualdade política, econômica e social dos sexos.

Eu comecei a questionar as suposições com base nos gêneros muito tempo atrás. Quando eu tinha 8 anos eu fiquei confusa por ser chamada de mandona por querer dirigir as peças que apresentaríamos aos nossos pais. Mas com os meninos não aconteceu. Aos 14, comecei a ser sexualizada por alguns elementos da mídia. Aos 15, minhas amigas começaram a largar os times esportivos porque não queriam parecerem musculosas. Aos 18, meus amigos homens eram incapazes de expressar seus sentimentos.

Eu decidi que era feminista, e isso não pareceu complicado para mim. Mas minhas pesquisas recentes me mostraram que feminismo está se tornando uma palavra impopular. As mulheres estão optando por não se identificar como feministas. Aparentemente estou no ranking de mulheres cujas expressões são vistas como fortes demais, muito agressivas, isoladas, e anti-homens. Até mesmo desinteressante.

Por que a palavra se tornou algo tão desconfortável? Eu sou da Grã-Bretanha, e acho meu direito ser remunerada da mesma maneira que meus colegas do sexo masculino. Eu acho que é meu direito estar apta para tomar decisões sobre meu próprio corpo. Eu acho que é meu direito ter mulheres envolvidas do meu lado nas políticas e decisões que irão mudar minha vida. Eu acho que é meu direito que socialmente me seja proporcionado o mesmo respeito que os homens.

Mas infelizmente, eu posso dizer que não existe um país no mundo onde todas as mulheres possam ver esses direitos. Ainda não há país no mundo que possa dizer que elas conseguiram igualdade de gêneros. Esses direitos eu considero direitos humanos, mas eu sou uma das sortudas.

Minha vida é um puro privilégio porque meus pais não me amam menos por eu ter nascido filha. Minha escola não me limitou por eu ser uma garota. Meus mentores não assumiram que eu poderia não ir tão longe, pois poderia dar a luz a uma criança um dia. Essas influências foram os embaixadores da igualdade de gênero que me fizeram ser quem sou hoje. Eles podem não saber disso, mas eles são as inadvertidas feministas que estão mudando o mundo hoje. Nós precisamos de mais deles.

E se você continua odiando a palavra, não é a palavra que é importante. É a ideia e o intento por trás dela, porque nem todas as mulheres possuem os direitos que eu possuo. Na verdade, estatisticamente, muito poucas possuem.

Em 1997, Hillary Clinton fez um famoso discurso em Pequim sobre os direitos das mulheres. Infelizmente, muitas coisas que ela queria mudar continuam iguais hoje. Mas o que mais me chamou atenção foi que menos de trinta por cento da audiência eram homens. Como poderemos mudar efetivamente o mundo quando apenas metade deles são convidados ou se sentem bem vindos para participar desse debate?

Adoro este vídeo aqui com uma explicação bem humorada sobre o significado de feminismo. Já assistiram?

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A meta é que pelo menos 1 bilhão de meninos e homens do mundo sejam conscientizados e passem a fazer parte desse movimento.

He for she

Vamos fazer isso acontecer.

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